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Operação do GAECO-SP desmonta quadrilha que adulterava agrotóxicos em Franca

Foram cumpridos 24 mandados de prisão contra membros da organização criminosa.

O Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) - Núcleo de Franca, em conjunto com a Polícia Civil, desencadeou, na última sexta-feira (5/12), uma operação para desarticular uma organização criminosa voltada para a prática de crimes, entre eles a adulteração de agrotóxicos. 

As investigações, que duraram cinco meses, mostraram que uma organização criminosa atuava em Franca e região, adulterando e comercializando agrotóxicos falsificados. A quadrilha possuía um esquema estruturado para a produção, comercialização e transporte de agrotóxicos em escala industrial, enriquecia ilicitamente. As apurações foram feitas por meio de trabalho de campo e também por interceptações telefônicas e de e-mails, autorizadas pela Justiça.

Durante a investigação foi apurado que a quadrilha utilizava laboratórios de manipulação e produção de mercadorias ilegais que depois eram comercializadas em diversos Estados brasileiros, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Bahia.

Durante as investigações, o GAECO e Polícia Militar realizaram uma operação de rotina em setembro quando foram apreendidos duas toneladas do agrotóxico Sialex, adulterado,  que tinha como destino uma loja de insumos agrícolas em Araxá (MG). Como a carga de agrotóxicos estava sem a nota fiscal, foi apreendida. Posteriormente, integrantes da organização criminosa sob investigação apresentaram uma nota fiscal falsa na Delegacia de Polícia visando à liberação da carga, o que confirmou as suspeitas do GAECO de que a organização criminosa falsificava também documentos fiscais.

Baseando-se em informações coletadas com o apoio da Polícia Civil, foi possível efetuar, em outubro, outras apreensões de agrotóxicos adulterados, de diversos maquinários e de embalagens utilizados para confecção e armazenamento dos produtos em chácaras, galpões e laboratórios usados pelos quadrilheiros. O total de produtos falsificados é avaliado em R$ 11 milhões.

A organização criminosa adquiria matérias-primas em cidades como Ribeirão Preto e Araxá, e contava com gráficas especializadas para a falsificação dos rótulos e adesivos para as embalagens dos produtos adulterados.

Os integrantes da organização criminosa foram enquadrados nos crimes de venda de matéria-prima ou mercadoria em condições impróprias ao consumo, estelionato, falsificação de documentos e auto-acusação falsa, crime ambiental e lavagem de dinheiro.

 

Durante a operação foram apreendidas armas, dinheiro, mais de 60 veículos (incluindo carros de luxo, caminhões, carretas, barcos e jet-ski), e material utilizado na adulteração e falsificação de agrotóxicos.

Dos 31 mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça, 24 foram cumpridos durante a operação. Dois investigados foram soltos após serem ouvidos, a pedido do MP. Nesta quarta-feira (10), foi prorrogada a prisão temporária dos 22 integrantes da organização criminosa que se encontravam presos.

A operação teve a participação dos Promotores de Justiça do GAECO – Núcleos Franca e Ribeirão Preto, de Promotores da Promotoria Criminal de Franca, Ituverava, Igarapava, São Joaquim da Barra, servidores do MP, 120 Policiais Civis de Franca e Região e Polícia Civil de Araxá (MG).

 

 

Núcleo de Comunicação Social-Ministério Público do Estado de São Paulo