gastronomiaverde.com.br

    LOADING
    O Estado de São PauloO GloboCanal FuturaTV BrasilSuper InteressanteNational Geographic

Restaurantes enfrentam pior crise dos últimos 20 anos, diz Presidente da Abrasel-Bahia

O mercado de bares e restaurantes atravessa sua pior crise dos últimos 20 anos. “É a primeira vez que observamos queda real de mercado. Há empresas com até seis meses em operação deficitária. No Brasil inteiro, restaurantes estão fechando”, alerta o presidente da Abrasel-Bahia, entidade que reúne as empresas do setor no Estado, Luiz Henrique do Amaral.

 

 

A queixa do dirigente recai, principalmente, sobre o aumento no custo da matéria-prima, que representa mais de 30% das despesas do setor. Enquanto a inflação geral no país ficou em 25% nos últimos quatro anos, os alimentos e as bebidas subiram mais de 40%. Outro vilão é o custo do aluguel, que aumentou consideravelmente.

“Existem empresas com 20, 30 anos sem conseguir se manter e a situação nos shoppings é ainda pior”, acentua o dirigente, criticando a relação dos centros comerciais com os restaurantes neles instalados. “Hoje o setor funciona como âncora dos shoppings e assim devemos ser vistos e tratados”, assinala, reivindicando um realinhamento nos preços dos aluguéis. Na atual conjuntura, abrir um restaurante ou um bar no país não é avaliado como bom negócio. A margem de lucro do setor despencou. Há dez anos, ela superava os 20%; hoje a margem mal chega aos 7 ou 8%. Mais de 90% dos custos de um restaurante são absorvidos com matéria-prima, empregados, aluguel, impostos, luz, água e taxa de cartão de crédito, itens que têm aumentado todos os ano, salgando cada vez mais o preço dos pratos.

“Estamos muito preocupados com esse quadro de apatia empresarial e isso é péssimo para qualquer cidade. O setor está se penalizando pela não geração de negócio e com isso deixando de investir”, frisa. Amaral chama a atenção para a importância do setor na economia nacional. “A cada R$ 5 mil de faturamento, geramos um emprego direto. Só em Salvador existem 6 mil bares e restaurantes formalizados, que empregam pelo menos 30 mil pessoas”, frisa, temendo que a crise leve a um aumento das demissões.