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Chefs globais e produtores rurais temperam o novo agronegócio brasileiro

Encontro em São Paulo discutiu a biodiversidade e o papel da cozinha.

“Não quero só um tomate, quero um tomate bom”, me disse o espanhol Férran Adriá, um dos mais reconhecidos chefs da cozinha internacional. À convite do brasileiro Alex Atala, Adriá esteve  em São Paulo para o Wokshop “Biodiversidade e o Papel da Cozinha", promovido pela  Basque Culinary Center. 

Foi um encontro de mestres: de um lado chefs de cozinha ávidos por novos ingredientes para seus pratos, cultivados de forma sustentável e saudável; de outro, pequenos produtores rurais que, em vez de partir para a agricultura de escala, descobriram novos caminhos para resgatar e valorizar a biodiversidade, como tapioca, milhos selvagens, quiabo etc.

Participaram deste encontro os chefs que compõem o G11, mais de 20 chefs de diferentes estados brasileiros e cerca de 20 pequenos produtores brasileiros.

O time de chefs internacionais foi formado por  Alex Atala (D.O.M., Dalva e Dito e Riviera, Brasil), Enrique Olvera (Pujol, México),  Ferran Adrià (Fundação El Bulli, Espanha), Gastón Acurio (Astrid & Gastón - Peru),  Joan Roca (El Celler de Can Roca, Espanha),  Michel Bras (Bras, França),  Rodolfo Guzman (chef convidado - Boragó, Chile) e  Yukio Hattori (Hattori Nutrition College, Japão).

Baita seleção. O escrete nacional foi escalado com  André Saburó  (Recife), Bárbara Verzola e Pablo Pavon (Vitória),  Daniela Martins ( Belém),  Edinho Engel (São Sebastião),  Felipe Schedler  (Manaus),  Helena Rizzo e Daniel Redondo (São Paulo), Manu Buffara (Curitiba),  Rafa Costa e Silva (Rio),  Roberta Sudbrack (Rio), Rodrigo Oliveira (São Paulo),  Teresa Corsão (Rio),  Thiago Castanho (Belém) e  Wanderson Medeiros ( Maceió).

Eles ficaram fascinados com a farta mesa de ingredientes brasileiros levados por  Antonia Padvaiskas (PA) - ingredientes amazônicos;  Chicão Ruzene (SP) - arrozes especiais;  Ivan Taffarel (SC) - ostras, algas e moluscos;  Jerônimo Villas-Bôas (SP) - mel de abelhas nativas;  Joanna Martins (PA) - ingredientes amazônicos;  Patrick Assumpção (SP) - ingredientes brasileiros desconhecidos;  Ricardo Oliveira (SP) - palmito pupunha e Valdely Kinupp (AM) - plantas comestíveis não convencionais.

Não é preciso dizer que o almoço foi um manjar dos deuses, mas o rico cardápio das palestras e depoimentos deste encontro comprovou que o Brasil, além de ser uma potência mundial do agronegócio e manter a liderança global na produção de café, açúcar, soja, suco de laranja e tantos outros produtos, tem uma grande oportunidade de resgatar produtos perdidos no tempo, descobrir novos ingredientes, e fornecer ao mundo alimentos saudáveis e saborosos, valorizando o trabalho de pequenos agricultores.