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Ainda até quase 10% dos abates não são fiscalizados no país

O percentual de gado abatido sem fiscalização sanitária é bem menor do que se estima no mercado.

Pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) cruzaram dados de oferta e de demanda e concluíram que de 7,4% a 8,9% dos animais abatidos não passaram por fiscalizações federal, estadual ou municipal.

Esse percentual é inferior aos 25% aceitos pelo mercado. Algumas estimativas vão bem além desse percentual.

Os pesquisadores do Cepea acreditam que há uma redução nos abates não fiscalizados devido ao fortalecimento do aparato legal sanitário, à busca da qualidade da carne, a um salto tecnológico das indústrias e à internacionalização do setor brasileiro de carne.

Os pesquisadores não usaram a expressão "abate clandestino" porque ela pode gerar interpretações não cobertas pela pesquisa, como fiscalização tributária.

Do lado da oferta, a pesquisa mostrou que os abates não fiscalizados ficaram entre 7,4% e 8,9% do total abatido em 2012. Do lado da demanda por carne, a pesquisa indicou que 7,6% dos animais abatidos não passaram por fiscalizações sanitárias.

A pesquisa pelo lado da oferta coletou dados em 13 Estados e no Distrito Federal. A região Norte tem o maior percentual de abate não fiscalizado, somando 11,2%; a Sul tem o menor: 5,2%.

A região Sudeste tem os dois extremos. Entre os Estados pesquisados, Minas Gerais assume a liderança, com 15,2% dos abates não passando por fiscalizações.

Na outra ponta, o Cepea constatou que o Espírito Santo é o Estado que tem o menor percentual de abate não fiscalizado, ao somar apenas 4,1% do total abatido.

Mato Grosso, Estado que tem o maior rebanho do país, tem 5,6% de abates sem fiscalização sanitária, em relação ao total abatido.