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Chefs de Manaus revelam a culinária amazônica à moda cinco estrelas

Os principais chefs de Manaus contam sobre carreira, formação e os temperos indispensáveis na gastronomia amazônica.
Manaus - Um comercial de tempero já dizia que o amor transforma qualquer prato e não é à toa que toda receita de mãe é deliciosa, não é? Dentro deste raciocínio, apresentamos cinco chefs de cozinha que mostram seu amor e dedicação pela culinária nortista.

Compõem este cardápio estelar Rogério Caliri (Restaurante Porto de Lenha), Marcos Gomes (Restaurante Amaranto – Ceasar Business), Idelfonso Franco (Restaurante Village), Daniel Do Patiu’s (Restaurante Caramuri –recém-inaugurado) e Paulo Fortunato (Restaurante Uarini), chefes que se destacam por dominar este universo de sabores, aromas, combinações, intuição e paixão.

Confira os pratos que eles preparam e os temperos amazônicos que eles elegeram como marcantes em qualquer receita.

Daniel Do Patiu’s


O jovem chef, natural de Maringá (PR), é formado em gastronomia e possui pós-graduação em gestão gastronômica. Daniel Do Patiu’s já atuou como professor do Senac-Paraná nos anos de 2005 e 2006 e trabalhou no Restaurante Banana da Terra (RJ), da famosa chef Ana Bueno. Ao chegar em Manaus, deu consultorias para restaurantes como Búfalos (Vieiralves), Alemã e Barbacoa.

Na cidade, Daniel fez sucesso com seu primeiro empreendimento, a Patiu’s Sanduicheria, com delícias artesanais, espaço que foi a grande mãe para a origem do Caramuri Peixaria Regional Gastronômica. No cardápio do restaurante lidera os
pedidos o prato idolatrado pelos amazonenses, Costela de Tambaqui Assada, que é acompanhada de um arroz com castanha torrada na manteiga, tucumã e uma pitada de cebolinha para dar o toque final.

Ele revelou que a região é rica em temperos e elege o tucumã, um dos frutos peculiares da região que ‘casa’ bem com pratos salgados e doces.

Idelfonso Franco

Aos 12 anos, o chef do Restaurante Village começou a ajudar o tio, também chef, na cozinha, e daí por diante não se dedicou a outra profissão. Ele acumula no currículo um estágio no badalado Restaurante Fasano (SP).

“Eu adoro cozinhar. Às vezes o cliente chega ao Village e pergunta se sou eu quem está à frente da cozinha”, disse com orgulho Idelfonso Franco, que revelou, ainda, que a pimenta-de-cheiro é o tempero indispensável na culinária amazônica e que ela garante um toque totalmente especial aos pratos com peixes da região.

O chef premia nossos olhos e paladar com o Pirarucu Crocante, frito com castanhas e acompanhado de lascas de banana empanada.

Marcos Gomes

Por incrível que pareça, o chef alagoano do Restaurante Amaranto (Caesar Business) Marcos Gomes, que assumiu a preparação do cardápio do espaço há dois anos, é formado em Artes Cênicas e preferiu colocar em ‘banho-maria’ a vida artística para se dedicar à arte da gastronomia.

Ele, que possui mais de 16 anos de experiência na área, já passou pelos principais hotéis do Nordeste como Jatiúca (Maceió) e Real Classic (Aracajú). Além disso, ele tem profundo conhecimento de pratos internacionais.

Em Manaus, Marcos já compôs os menus dos restaurantes do Tropical Hotel e Novotel.
Indagado sobre os temperos amazônicos que fazem toda a diferença em uma receita, ele revelou que a pimenta-de-cheiro é o grande destaque da culinária regional pelo sabor marcante, entre tantos outros como jambu e a castanha. “No Nordeste também existe pimenta-de-cheiro, mas ela tem um sabor semelhante ao de um pimentão”, revelou
Marcos.

O chef abre nosso paladar com um dos seus pratos mais aclamados no Restaurante Amaranto, a Costela de Tambaqui com Risoto de Castanha-da-Amazônia, Purê de Banana da Terra e três molhos –Redução de Balsâmico, Chatnet de Cupuaçu e Molho de Ervas.

Paulo Fortunato

O chef por intuição e inspiração, como ele mesmo afirmou, já passou por estabelecimentos de culinária regional em Manaus como Turiá e Açaí.

Paulo Fortunato disse que seu foco maior é na cozinha regional, mas que lê muito e está sempre antenado com o que surge de novo na gastronomia internacional para adaptar a suas receitas. Ele, que é paraense, afirmou que o tucumã sempre dá um resultado legal na gastronomia, e adianta, desde já, que o Restaurante Uarini, inaugurado há três meses,
lançará novidades no cardápio, a partir do próximo mês.

Rogério Caliri

O chef amazonense já passou pelos principais restaurantes da cidade e está há cinco meses no Restaurante Porto de Lenha. Rogério Caliri se formou em gastronomia em São Paulo e domina a preparação de pratos nacionais e estrangeiros.

No banquete de delícias regionais, Rogério disse que os pratos com o pirarucu são recordista de pedidos no restaurante Porto de Lenha. O profissional acredita que a pimenta murupi é a responsável por dar um toque especial às receitas amazônicas.

“A cozinha amazônica é a que está em vogo no mundo. Por isso, observamos grandes chefs de vários locais do mundo vindo à cidade para conhecer os temperos da região”, explicou o chef, que preparou para esta edição o Pirarucu ao Molho Poave (molho de pimenta), que foi agregado à receita por conta da admiração dos amazonenses pela pimenta.

Fonte: D24AM.