gastronomiaverde.com.br

    LOADING
    O Estado de São PauloO GloboCanal FuturaTV BrasilSuper InteressanteNational Geographic

Fazendo aquecimento com energia limpa

Conforme gestores de restaurantes e refeitórios os custos de energia ficaram imensamente caros se forem comparados com o peso que eles tinham no passado. Antigamente nem eram tão levados a sério no cômputo da precificação final. Entretanto hoje é totalmente diferente.


Logo mudou após a privatização das empresas estatais de energia elétrica e gás. Depois o encarecimento veio do previsível colapso do setor que tinha uma infra estrutura muito atrasada e ficou pressionada pelo crescimento econômico do País. Depois nova rodada de negociação com vizinhos e sócios como Paraguai e Bolívia elevou mais ainda os custos.

O resultado aparece na conta final que chega nas empresas que usam energia de forma intensiva. No ramo de alimentação especialmente energia elétrica e gás são recursos indispensáveis. Há de se considerar que boa parte do parque de cozinhas profissionais do país ainda trabalha com uma
tecnologia de geração em desuso: eram equipamentos pensados para dar celeridade, mas sem inteligência, portanto demandavam maior pressão de energia para aumento de velocidade e com isso maior carga de uso.

Já em diversas atividades busca-se soluções se não totais, ao menos complementares. Por exemplo: processadoras de arroz usam o que antes jogavam fora, a casca do arroz, como fonte de matéria prima ( bio massa) que passando por processo físico químico eletrifica fábricas. O mesmo acontece em usinas de etanol que usam o bagaço da cana como fonte de energia para iluminação e funcionamento elétrico. Também em fabricantes de celulose os resíduos são utilizados para geração de energia.

Na forma de pequeno porte restaurantes e refeitórios já podem experimentar esse tipo de solução. Existem já “aquecedores” que podem ser abastecidos com diversos tipos de bio massa. Pode ser por exemplo pellets, pequenos retalhos de madeira usada comprados a preço bastante reduzido, ou mesmo briquetes, que são pequenas toras compostas de pó de madeira reciclada ou ainda outras soluções. Enfim, materiais que iriam pro lixo ou retornam do lixo de forma reciclado podem gerar energia através
deste tipo de aquecedor que pode ser usado para alimentar banho maria, lavagem de louça e outras situações.

A economia com energia elétrica para estas finalidades pode alcançar 70% dos custos,o que multiplicado ao longo dos meses paga todo investimento e traz algo grau de eficiência, melhorando a rentabilidade. O aquecedor é chamado também de aquecedor ecológico pelo fato de com isso utilizar menos os recursos ambientais, aproveitar aquilo que seria descartado e diminuir a pressão sobre energia elétrica de fontes hidrográficas. Com isso também se ganha autonomia.

Um modelo de alta eficiência foi lançado pela Topema Cozinhas Profissionais e vem sendo utilizado em serviços de alimentação interessados neste perfil de sustentabilidade, que une economia, racionalidade, inteligência operacional e visão ambiental.