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Roberto Ravioli, inevitável vocação para Chef

Ícone da cozinha italiana, Roberto Ravioli destacou-se em São Paulo com sua comida rica e criativa. Há 20 anos no mundo da culinária, Ravioli adquiriu reconhecimento, fez participações em programas como o “Mais Você”, ao lado de Ana Maria Braga e Big Brother Brasil de 2012, ambos da TV Globo. Além disso, foi convidado a escrever o livro “A cozinha de Roberto Ravioli” e é presença marcante nos eventos gastronômicos do país.
Em abril, Ravioli irá levar seus clássicos pratos italianos, com temperos brasileiros ao seu mais novo restaurante La Madonnina. Acompanhe na entrevista a seguir mais detalhes de sua vida profissional.

Como você se iniciou na profissão?

O interesse pela culinária, que com o passar do tempo se tornou gastronomia, vem da minha mais jovem infância. Nasceu nas cozinhas da minha avó e da minha mãe. Nessas cozinhas nos reuníamos e falávamos dos mais diversos assuntos. Com o passar dos anos na
minha adolescência, tendo alguma "prática", apresentava essa pretensa aptidão em reuniões e jantares de amigos, nas pequenas viagens e acampamentos. . O tempo passou, me formei como arquiteto e exerci a profissão por alguns anos. Nos final dos anos 80, fui convidado pelo meu irmão Franco Ravioli, para construir sua nova pizzaria, a famosa Pizza Bros. No meio da obra, pela qual sempre fui apaixonado, ele me convidou para ser sócio, pois já conhecia minha inclinação culinária. Aceitei na hora e dali em diante não parei mais a minha escalada.

Qual foi o primeiro prato que você fez?

Uma das minhas primeiras receitas foi o bem sucedido patê de atum com maionese Hellman's. Em alguns momentos arriscava um fettuccine a pappalina: massa a base de ervilha, presunto, molho branco e muito parmesão.

Que outras atividades sua profissão já lhe proporcionou?

Participei de feiras, eventos nacionais e internacionais, shows de Pavarotti, Rolling Stones, Hollywood Rock, eventos esportivos como Fórmula 1, a exemplo por duas vezes trabalhei com todo o circuito com a Escuderia Itália. Já cozinhei na Itália, no México e nos Estados Unidos, mas tudo isso aconteceu porque eu sempre me dediquei como faço até hoje. Minha mãe sempre dizia que a sorte passava para todos, mas você tem que “agarrá-la pelo cabelo”.

Qual é a parte mais apaixonante e envolvente do seu trabalho?


Uma das coisas é acreditar no prato que você vai fazer, o segundo passo é ver o cliente aprovar o prato que você fez.

E qual a parte mais desgastante?

É não conseguir passar uma ideia ou ser entendido pelos colegas de trabalho.

Após quanto tempo trabalhando na área, você conseguiu montar seu primeiro restaurante, o Empório Ravioli?


Após oito anos eu consegui abrir o meu primeiro restaurante. Em 1990 eu era sócio do meu irmão Franco e em 1998 parti para o meu vôo solo. Foi muito fácil, escolhi um ponto, juntei minhas reservas, muita fé e seguindo um ditado que meu pai me ensinou : Quello che ci và ci vuole (Aquilo que é preciso, é necessário). E sempre o usei como o meu lema.
Depois, em 2006, abri o Ravioli Cucina Casalinga e agora estou abrindo em 2012 o La Madonnina Ravióli, na Vila Nova Conceição.

Além do Restaurante La Madonnina, quais são seus próximos planos profissionais?

Estou namorando uma marca Italiana, para um produto que vai se encaixar perfeitamente no Brasil. Mas uma coisa é certa os projetos não param...

Como foi seu surgimento na mídia?

A meu ver, a mídia nada mais é que uma relatora dos acontecimentos que têm alguma importância e acredito que toda mídia, da mais simples - como um folheto de bairro - até as mídias consagradas e conhecidas tem a sua devida importância. "Nunca se sabe como Deus vem vestido", esteja sempre preparado.

Você esperava fazer o sucesso que faz? Como você lida com isso?

Num primeiro momento não esperava pelo sucesso. Hoje, sem falsa modéstia, você se prepara para o sucesso. É como um piloto consagrado de Fórmula 1, você imagina que ele vai correr bem e você acredita que jamais ele será o último.