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COZINHANDO EM ALTO MAR - com o comando da chef Paula Labaki

Atuando na área gastronômica desde 1987, a Chef Paula Labaki teve recentemente a oportunidade de participar de uma experiência inusitada: cozinhar em alto mar. Paula, que além de chefe de cozinha, faz consultoria para restaurantes e dá aulas de Gastronomia e Culinária na TV, ficou a bordo de um cruzeiro marítimo durante nove dias. O navio passou por Santos, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Punta del Este e Porto Belo, e proporcionou à Chef Paula grandes aprendizados, como conta na entrevista a seguir.


Como foi o desafio de cozinhar em alto mar?

A experiência de cozinhar dentro de um navio é única, as proporções são gigantescas, a cozinha é uma cidade povoada por pessoas do mundo todo e a lingueta usada é o cozinhar.
Cozinhar para 3000 pessoas é sempre um desafio e tanto, mas como faço o que amo, tudo se torna prazeroso.

Como era o ambiente, a cozinha, os equipamentos e os materiais utilizados?

A cozinha é a cozinha do sonho de todo cozinheiro, absolutamente bem equipada, com tudo que há de melhor, fornos, câmaras, equipamentos, resfriadores, realmente tudo! Limpa como toda a cozinha deveria ser, e tivemos acesso ao que há de melhor de insumos que se pode ter.
O ingrediente no navio é de primeira linha e estava totalmente à nossa disposição. Na cozinha do navio não encontramos apenas cozinheiros trabalhando, mas sim vários tipos de profissionais que acabam entrando na cozinha para poder trabalhar no navio, pessoas do mundo todo, muitos filipinos e indianos que são dedicados e prestativos, sempre atentos e rápidos para nos atender.
Tudo é elétrico, não se vê fogo em nenhum local da cozinha, isso foi uma coisa que me chamou a atenção, não existe chama na cozinha do navio.

Qual era o tipo de comida servida? Os tripulantes gostaram?

A comida normal do navio é uma cozinha internacional e como a empresa era Italiana, houve uma pequena predominância para a cozinha italiana. O nosso jantar foi um jantar brasileiro. Foi super bem aceito e fez sucesso, a comida brasileira é uma comida cheia de sabores, de aromas surpreendentes e de um colorido lindo! Não tem como não agradar, ainda mais quando é bem feita, e no caso foi feita por um grupo muito bacana de chefs brasileiros.

A maior parte das refeições era com frutos do mar?

Não, as refeições eram bem balanceadas em relação ao tipo de proteínas.

O que você tirará de aprendizado com esta experiência?

O maior aprendizado é sempre o que sem uma equipe não se chega a lugar algum. E deixo meu agradecimento e minha admiração às pessoas que abrem mão de estar com suas famílias em terra e passam parte da vida no isolamento da cozinha de um navio, onde o trabalho é realmente pesado. Tive a ajuda de uma brasileira que se chama Aline, do interior de SP, e posso dizer que queria uma Aline na minha cozinha.

Pretende realizar novamente trabalhos como este?

Um convite e um desafio sempre vão me seduzir, então acredito que sim.

A convite da organizadora e Chef Mônica Rangel, a equipe também contava com os chefes César Santos, Dalton Rangel, Guga Rocha, Rodrigo Martins, Patrícia Fontana, Heiko Grambole, Daniela Martins, Anandida, Juarez e Ana. Havia também a sommelier Paula Brazuna, a sommelier de cervejas Carolina Oda e o sommelier de cachaças Cláudio Rangel.