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Carne Orgânica – Diferenças

Carne Orgânica – Diferenças



Com o avanço dos orgânicos e a preocupação com a alimentação saudável os consumidores conscientes buscam mais opções. Como conseqüência diversos produtores correm para oferecer estas alternativas.
Afinal, o mercado de alimentos comuns cresce a base de 5 a 7% ao ano e o mercado de orgânicos cresce no mínimo 30% ao ano e as pessoas se dispõem a pagar até 50% mais em alguns casos por itens certificados com este gênero.


Lançamento mais recente no Brasil é a carne orgânica. De certa forma é uma evolução do selo criado no início dos anos 2000 pela Associação dos Criadores de Gado Nelore que era o BOI VERDE. Um selo que garantia que aquele animal havia sido criado exclusivamente com nutrição baseada em capim. Era uma outra época, um outro momento e o selo depois foi
adquirido por frigoríficos convencionais.

Agora a Carne Orgânica representa ainda menos de 1% do que é comercializado, em função disso – e do preço mais caro – ela por enquanto é mais possível de ser encontrada em supermercados estabelecidos em bairros de maior poder aquisitivo.

Mas afinal quais são as diferentes da Carne Orgânica em relação à carne convencional. Basicamente são as seguintes:

- O gado é criado sem receber hormônios e antibióticos, o que o livra de substâncias químicas medicamentosas;

- As únicas substâncias veterinárias aplicadas são as vacinas necessárias;

- No caso de doença, os processos buscados pela cura são baseados em elementos naturais, como fitoterápicos;

- O gado é criado sem confinamento, em áreas de pastagem mais extensas, o que permite um desenvolvimento saudável;

- O pasto deve ser natural e vegetais para a nutrição do rebanho não podem ter sido cultivados com nenhum tipo de agrotóxico;

- O não uso da razão permite a criação do animal livre de ingredientes sintéticos e conservantes que tem presença nesse gênero alimentar;

- Além disso para obter as certificações ambientais de orgânico ou biodinâmico as áreas de pastagens não podem ser manuseadas com queimadas, evitando devastações ambientais e evitando grandes emissões de carbono.



Em regiões consideradas de preservação de florestas e matas, como áreas do Mato Grosso, Tocantins, Pará e Amazonas a tendência é a criação de rebanho com as características orgânicas. Seria uma forma de geração de economia local sem agredir a natureza.

Segundo especialistas, no caso do frango que já tem um histórico maior na criação natural e/ou orgânica, a não aplicação de medicamentos e o não uso de agrotóxicos e sintéticos na sua criação e crescimento proporciona uma carne mais nutritiva e com ácidos graxos preservados, com mais condições de ser absorvida com naturalidade pelo organismo humano.

A tendência da carne orgânica é promissora. Qual o tamanho do mercado a ser ocupado é uma grande incógnita. Porém no primeiro momento serve como opção, apresenta alternativas a famílias e estabelecimentos especializados nesse nicho e permite um estudo para daqui a alguns anos sobre seu verdadeiro impacto na saúde humana.